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Lesões Endurance

Saiba escutar o seu corpo e conheça quando há uma lesão.

Treinar corrida é uma das coisas mais saudáveis que você pode fazer- isto ajudará a manter seu peso, reduzir seus níveis de colesterol e de sua pressão sanguínea, reduzir o estresse, e fazer com que você se sinta mais feliz. Mas, para continuar colhendo os benefícios da corrida e chegar a ficar saudável e forte, é importante ficar longe das LESÕES.

Sabemos que nosso corpo durante os treinos de corrida está sujeito ao impacto de cada pisada, isso é significativo se considera 50min a 1h30min de treino. Porém, evitar lesões por causa do impacto não é impossível, a chave é ESCUTAR O SEU CORPO E FALAR COM SEU TREINADOR.

Listamos algumas das lesões mais comuns que ocorrem em treinos de corrida.

Fraturas por estresse: as mais comuns em atletas de corrida são os ossos do pé (metatarsos), o osso da canela (tíbia), o osso inferior externo da perna (fíbula) e o osso da coxa (Fêmur). Fraturas de estresse são micro-fraturas nos ossos por excesso de uso, como a corrida é um esporte que tem muito impacto e de movimentos repetidos, precisamos aumentar a carga gradativamente para diminuir a probabilidade da lesão. Elas acometem atletas amadores, de fim de semana e até atletas de academia.

Como é tratada?

• O mais importante no tratamento de uma fratura de estresse é o repouso. Outros tratamentos incluirão:

• Aplicação de compressas de gelo sobre a sua lesão de 20 a 30 minutos a cada 3 ou 4 horas por 2 ou 3 dias ou até a dor ir embora.

• Correr somente se não houver dor.

• Mudar a sua atividade, como de correr para nadar.

• Tomar medicamento antiinflamatório prescrito pelo seu médico.

Síndrome da dor patelo femoral: ou também conhecida como dor anterior no joelho. Esta é mais comum em mulheres. Isso porque elas têm o quadril mais largo que os homens. Isso faz com que o ângulo do fêmur (osso da coxa) seja maior, aumentando a possibilidade de ter esta patologia.

Síndrome do trato ílio-tibial: é uma lesão por estresse ou sobrecarga causada pela fricção excessiva do trato ilitibial com o epicôndilo lateral do fêmur.

Tendinopatias: Na década de 90, eram conhecidas como, tendinites, paratendinites ou tendinoses. Hoje usamos o termo tendinopatias para definir melhor o que acontece no tendão inflamado, sendo os mais comuns: tendão patelar, tendão quadriciptal, tendinite da pata de ganso, tendinite do tracto ílio tibial (ou banda ílio tibial).

Fascíite plantar: é a inflamação na estrutura de sustentação da sola dos pés. O sintoma principal é dor ao redor da base do calcâneo e no arco. Normalmente a pessoa sente essa dor pela manhã ao sair da cama.

Entorses: pode ser uma sobrecarga grave, estiramento ou laceração de tecidos moles como cápsula articular, ligamentos, tendões ou músculos. Existem três graus para essa patologia.

•Grau I – nesse estágio o ligamento é preservado, e o atleta sente leve dor ligamentar com edema local.

•Grau II – já há frouxidão ligamentar, dor intensa, edema difuso e mais o hematoma.

•Grau III – ruptura ligamentar parcial ou total, provável fratura por avulsão, dor intensa, instabilidade, edema difuso e hematoma.

O que fazer para prevenir lesões –

•Primeiro o atleta deve usar um bom tênis de acordo com o tipo de pisada. Além disso, deve escolher uma Assessoria Esportiva capacitada para orientar e passar os treinos por planilha (o treinamento deve direcionado de acordo com seu nível de condicionamento físico ).

A Assessoria Esportiva também deve estar apta para ajudar no trabalho de flexibilidade e alongamentos, pois sabemos que o alongamento promove o aumento da flexibilidade do músculo e do tendão, melhora a viscosidade do tendão deixando-o mais forte e estruturado (absorvendo mais o impacto da corrida). Este trabalho é especialmente realizado antes e após os treinos.

• Aumentar gradualmente a carga de treino, tanto no volume quanto na intensidade.

•Variar o terreno nos treinos de corrida são de extrema importância para não lesionar (grama, asfalto, terra).

•Dar descanso adequado ao tênis. Para isso o corredor deve utilizar dois pares de tênis e dar um descanso de 24 horas entre eles para voltar as propriedades de absorção de impacto do calçado.

•Usar um tênis novo que acabou de comprar não é recomendado. O corredor deve se adaptar a ele em seus treinos primeiro.

•Depois de adquirir o par de tênis correto, certifique-se de substituí-los a cada 450-500 kms porque a perda de amortecimento pode levar a lesões.

•Tenha também sempre o acompanhamento de profissionais da área da saúde: médicos do esporte, fisioterapeuta, nutricionista e sua Assessoria Esportiva com o professor de educação física. Qualquer dor, cansaço e mau rendimento, devem ser comunicados ao professor, ele estará apto a ajudar. Bons treinos!

 

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