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Publicado em 12/12/2009 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

Você sabe o que é um passaporte biológico?

Todos que acompanham o mundo do esporte sabem que o doping, ou seja, o uso de alguma substância não permitida e que altera a performance do atleta, é considerado ilegal e antidesportivo. Portanto, medidas têm sido tomadas desde que os atletas começaram fazer uso destas substâncias, com a finalidade de promover uma competição limpa e igual para todos.

Desde o início dos esportes, atletas pensam em alguma maneira de melhorar o seu desempenho, utilizando desde bebidas como o vinho, que acreditavam ser um ótimo combustível para a extensa quilometragem, até plantas tóxicas que causam bronco dilatação e ainda inibem sintomas da dor muscular.

Infelizmente (neste caso) a medicina evolui, a tecnologia evolui e mais drogas vão aparecendo, às vezes para curar uma doença, às vezes para ser usada como aumento de performance, com isso mais casos de doping continuam a aparecer e é por isso que desde 2002 a WADA (Agência Mundial Antidoping) vem estudando o método do passaporte biológico.

Hoje, milhões são empregados para combater o uso de substâncias ilegais e por isso a WADA criou o passaporte que tem como finalidade uma rotina de análises, e sempre de modo surpresa, fora ou dentro de temporada. Para que valores hormonais e hematológicos sejam acompanhados estes possuem valor limite permitido, algumas exceções são aceitas, desde que o nível apresentado seja normal para o atleta, ou seja, fisiológico.

O Passaporte Biológico
Como funciona:
É um perfil genético do atleta. É feito uma série de testes para que se crie uma referência base, e a partir do momento que se passa desta referência é considerado um suspeito de doping, sendo feito mais exames.

Vantagem do passaporte biológico:
Maior controle e periodização de exames para detecção de substâncias ilegais de ação de curto e longo prazo. Por quê? Simples, pois muitos faziam seu ciclo de doping antes da competição e quando chegavam para competir já estavam com os níveis normais no sangue e na urina. Ou seja, era usada durante os treinos ou pré temporada, burlando então o controle.

Será somente ele?
Não, os teste durante as competições serão mantidos, os de sangue e os de urina!

Qual o investimento?
Incialmente de 5,3 milhões de Euros com a criação do programa, e uma manutenção de 3 milhões de Euros por ano, principalmente pelos exames de sangue que são os mais caros. Custo subsidiado pelo UCI, Organizadores dos eventos, as próprias equipes e a WADA.

Curiosidade: Em 2006 foram feitos 8,253 testes, em 2008 13,224. Para este ano pretende-se fechar em 13,800 testes.

Dependa somente de você, treine o seu corpo! Vença os seus próprios desafios, não utilize nada para melhorar ou modificar sua performance. Não arrisque sua vida, treine com segurança e seja leal na competição.

Fonte: WWW.UCI.CH

 

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