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Publicado em 31/05/2011 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

Sturla é tetra em final emocionante

Amy Marsh vence entre as mulheres. Manocchio (2º) no masculino e Ariane (3º) no feminino são os melhores brasileiros.

11ª edição do Ironman Brasil, disputada neste domingo (29), em Florianópolis, foi uma das disputas mais emocionantes da história. Pelo menos, foi uma das que mais gerou expectativa na torcida brasileira.

Até últimos instantes, não se sabia quem venceria a prova. O duelo estava entre Guilherme Manocchio e o argentino Eduardo Sturla. A disputa entre aquele que poderia dar a tão sonhada vitória ao Brasil no masculino e aquele que poderia se tornar o maior recordista do trajeto com quatro títulos.

Os dois colocaram um ritmo muito forte no ciclismo e, juntos com o argentino Oscar Galindez, assumiram a liderança a partir da metade do trajeto de bike – antes, Luiz Ferreira Paiva, o Chicão, era quem estava na dianteira, muito beneficiado pelo ótimo tempo da natação (43min55s, quase seis minutos à frente de seus concorrentes).

Assim que assumiram a liderança, Manocchio e Sturla começaram a colocar vantagem em cima de Galindez, que é um exímio ciclista. Mas a marcação do brasileiro foi só até o km 120. O argentino aumentou o seu ritmo – em um momento em que o vento começava a castigar os triatletas – e abriu mais de cinco minutos de vantagem para Guilherme até entregar a bike na transição…

Foi na maratona que a emoção tomou conta do Ironman Brasil. A cada parcial divulgada, mais essa vantagem ia caindo. O que eram cinco minutos se tornava quatro. O que eram quatro se tornava três e assim regressivamente. Na metade da corrida, a progressão era a de que Manocchio e Sturla estariam lado a lado próximo a chegada e a previsão se confirmou.

Faltando cinco quilômetros para o final, os dois estavam separados por poucos segundos – a diferença era visual. Ela se manteve até o km 40, quando o argentino acelerou um pouco e Guilherme não conseguiu acompanhar. Com 8h15min03, Sturla conquistou o seu quarto Ironman Brasil e se torna o maior vencedor da prova.

“Foi um dos meus melhores momentos da carreira ao lado do top 10 no Havaí”, disse o argentino após a vitória. “Eu abri muita vantagem no ciclismo, mas fiz força em demasia. Sofri demais na corrida e via o Manocchio se aproximando. Não foi uma vitória do físico. Foi uma vitória da força de vontade que eu tenho. No final, tirei mais do que meu corpo agüentava e consegui. Se tivesse mais 100 metros, eu não agüentaria”, completou.

Apesar da segunda colocação, Manocchio sai muito feliz pelo resultado (8h17min20s) e por ser o melhor brasileiro. “Eu tinha confiança de que eu seria top 5 aqui. Sei que tem muita gente boa treinando, mas eu tinha a certeza disso. Eu sai para a corrida respeitando o meu corpo até a hora em que me falaram que eu estava a 1min30 do primeiro. Falei ‘dane-se’ e fiz o máximo que eu pude. Em uma hora, eu achei que ia ganhar, mas o Sturla é experiente. No final, ele começou a acelerar muito o ritmo. Ficou uma loucura e eu comecei a sentir dores na perna e cãibras e tive de diminuir a velocidade”, comentou o brasileiro.

A terceira colocação ficou com o argentino Ezequiel Morales, que, assim como em 2010, se destacou pela corrida. “Eu fiz bem a natação, mas o vento na segunda volta do ciclismo me complicou. Quando deixei a bicicleta, estava 16 minutos atrás e sabia que era difícil. Ainda assim eu sai forte para correr e tirei um bom tempo”, declarou.

Apontado por muito como o favorito a prova, Santiago Ascenço terminou na quarta colocação com um pouco decepcionado. “Valeu a experiência de fazer mais um Ironman, que é uma prova que exige isso de você. Hoje eu fiz a mesma prova que em 2010, cheio de altos e baixos. Em alguns momentos, pensei em parar. Em outros, eu acelerava e acha que dava para ir buscar”, revelou o goiano, que chegou nove segundos à frente do australiano Chris McDonald.

Ainda na categoria masculina, mas entre os amadores, o destaque da prova foi Ciro Violin. O triatleta de Leme, no interior de São Paulo, fez um bom pedal, tendo deixado a bike na terceira posição entre os competidores fora da elite. Com uma corrida firme, passou o belga Benoit Bourget no final e ficando com a honra de ser o melhor amador.

Entre as mulheres, a vitória ficou com a Amy Marsh, que cruzou a linha de chegada com 9h09min39s. A norte-americana começou a controlar a prova a partir do ciclismo e manteve o ritmo progressivo até o final da competição, sempre abrindo vantagem para a segunda colocada Lucie Zelenkova – que dominou a primeira parte da competição de saiu exausta da prova, tendo desmaiado assim que cruzou a linha de chegada.

“Foi fantástico e me sinto feliz pela vitória. Foi muito difícil, mas a natação foi a pior, pois eu fiquei um pouco encaixotada. Na saída para o ciclismo eu já comecei um trabalho muito forte e soube como controlar na corrida”, disse Amy, que tem como objetivo alcançar um lugar entre as dez primeiras no Havaí.

A melhor brasileira da prova foi Ariane Monticeli, que chegou na terceira colocação e cumpriu a meta de chegar entre no top 3 – como revelou em entrevista para o Prólogo durante a semana. “Ainda não caiu a ficha. Acho que vou curtir amanhã. O que eu mais quero é tomar um banho, pois estou morrendo de frio (risos). Depois do banho, vou abraçar meus amigos e minha família”, comentou a triatleta depois da prova.

A quarta colocação ficou com a norte-americana Hillary Biscar, que cruzou com o tempo de 9h35min05s. Em seguida chegou Ana Oliva, a melhor amadora da prova, mas quem ficou com a quinta posição na elite feminina foi a lendária Fernanda Keller.

Resultado Final – Elite Masculina

1) Eduardo Sturla (ARG) 8h15min03s

2) Guilherme Manocchio (BRA) 8h17min20s

3) Ezequiel Morales (ARG) 8h21min40s

4) Santiago Ascenço (BRA) 8h26min15s

5) Chris McDonald (AUS) 8h26min24s

Resultado Final – Elite Feminina

1) Amy Marsh (EUA) 9h09min39s

2) Lucie Zelenkova (CZE) 9h16min14s

3) Ariane Monticeli (BRA) 9h19min15s

4) Hillary Biscay (EUA) 9h35min05s

5) Fernanda Keller (BRA) 9h49min54s

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