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Publicado em 29/07/2008 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

Pequim: Carlos Fróes minimiza a equipe reduzida

De Atenas para Pequim, o número de representantes brasileiros na disputa do Triathlon em uma Olimpíada caiu pela metade:
Se em 2004, o país contou com equipe completa (seis atletas) na luta por medalhas, na China serão apenas três representantes.

MARIANA OHATA, REINALDO COLUCCI e JURACI MOREIRA, representarão o Brasil, este último um reforço conquistado às vésperas da competição, por conta da desistência de um atleta da Áustria.

A situação, porém, está longe de incomodar CARLOS FRÓES, presidente da Confederação Brasileira da modalidade (CBTri).

De acordo com ele, a situação está longe de ser consequência de um trabalho ruim com os atletas nacionais.

“O critério de classificação foi que mudou muito para esta edição”, justifica o dirigente.

“Antes, os pontos obtidos por um atleta valiam para o país, de forma que um que ia bem acabava arrastando outro do mesmo país. Agora, não. A vaga é conquistada individualmente”, afirmou FRÓES.

Para Pequim 2008, a classificação foi feita através de seletivas continentais, pelo Campeonato Mundial e pelo ranking mundial, que levou em conta pontos obtidos nas etapas da Copa do Mundo.

FRÓES, porém, admite que, entre as mulheres, a situação não deve melhorar tão cedo.

Isso porque dois dos principais nomes do país largaram o Triathlon Olímpico:
Enquanto CARLA MORENO agora se dedica a provas de longa distância como o IronMan, SANDRA SOLDAN deu prosseguimento à sua carreira de médica.

“Elas tomaram outros rumos na vida e acabaram saindo da briga. De fato, temos essa lacuna com as meninas, há um buraco negro até a nova geração, que possui algumas atletas no caminho certo”, afirmou o presidente, citando o nome de CAROL FURRIELA, vice-campeã do Circuito Nacional em 2007.

“No masculino, atletas da nova geração já estão aí”, emendou o dirigente, lembrando-se de COLUCCI, BRUNO MATHEUS, WESLEY MATOS, MARCUS VINÍCIUS r DANILO PIMENTEL.

Contando com cerca de 1,08 milhão de Reais oriundos da Lei Piva, além de 300 mil da Lei de Incentivo ao Esporte (recurso destinado apenas à preparação olímpica), FRÓES garante ter ajudado os atletas da modalidade em parte das despesas de algumas viagens para disputas de etapas do Circuito Mundial que valiam pontos na corrida por Pequim.

“Ajudamos no que podiámos, mas às vezes a gente só conseguia pagar uma parte, como passagens e hospedagem. Queria deixar os atletas fora do país treinando desde janeiro, mas não deu, eles tiveram que ir em junho. A alimentação, por exemplo, teve que ficar por conta dos atletas em algumas oportunidades”, reconhece o dirigente.

Para ele, mais dinheiro só vai entrar quando a modalidade conseguir um grande resultado em uma Olimpíada ou no Mundial.

“E nossa programação está feita visando isso apenas em Londres 2012 e nas Olimpíadas de 2016”, afirmou FRÓES, que, por enquanto, se dá por satisfeito com metas bem mais modestas.

“Essa equipe brasileira está muito bem preparada. Espero que em Pequim, a gente supere o melhor resultado do Triathlon na história, que é o 11º lugar da Sandra Soldan em Sidney”, encerrou.

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