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Publicado em 29/06/2008 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

O planeta agradece

Eco Run chega a São Paulo e reúne cerca de 2.500 pessoas em prol do esporte e do meio ambiente

Conhecer o Parque da Luz, plantar uma árvore e explorar o centro da cidade correndo. Essas foram algumas das possibilidades aproveitadas pelos participantes da etapa paulistana do Eco Run, realizada este domingo, 22 de junho. São Paulo foi a terceira das sete cidades por onde o circuito ecológico passará em 2008, com o objetivo de unir esporte e consciência ambiental.

A arena da prova foi montada dentro do Parque da Luz para receber cerca de 2.500 corredores, que tiveram duas opções de percursos: 5 e 10 km. Diferentemente do ano passado, quando havia apenas o percurso mais longo.

Foi por causa da rota mais curta que Marina Moreira de Souza, 45 anos, advogada, resolveu participar. Ela, que tem o objetivo de correr uma meia-maratona, ainda está no começo de sua empreitada e faz apenas provas de 5 km, mas já quer dobrar a distância. “Eu treino sozinha e quero, ainda este ano, fazer uma prova de 10 km”, contou a ex-fumante, que deixou o vício por causa do esporte. “Parei de fumar há um ano e quatro meses. Fui correr de brincadeira e percebi que não conseguia correr nem um minuto. Foi aí que resolvi parar de fumar e me dedicar à corrida”, lembrou.

A paixão pelo esporte é recente, mas o cuidado com o meio ambiente Marina cultiva há mais tempo. “Com certeza o diferencial dessa prova é o objetivo. É fantástico estimular a consciência das pessoas”, falou. “Costumo economizar água e procurei passar a mesma consciência para meus filhos. No meu trabalho, às vezes, as pessoas deixam a torneira do banheiro aberta, pois pensam que é automática. Dá até uma dor no coração ver aquela água toda indo para o ralo. Eu sempre fecho ou peço para a pessoa fechar”, comentou a advogada.

Clima atraente e percurso diferenciado
Maíra Moraes, 29 anos, empresária, pratica corrida há apenas seis meses, tempo suficiente para conseguir completar os 10 km e ainda cativar mais adeptos ao esporte. Para participar do Eco Run, ela convidou o amigo Alexandre Carvalho, 34 anos, publicitário, que fazia suas corridas na esteira, mas nunca havia corrido uma prova. No primeiro momento, a aceitação foi boa, mas ele confessa que houve um momento de arrependimento antes de chegar ao Parque da Luz. “Sempre tive curiosidade, mas a preguiça era maior. A Maíra me chamou e eu aceitei, mas ontem à noite dispensei a balada e, quando fui dormir, pensei: ´Olha o mico que eu vou pagar. Com o preço da inscrição eu poderia comprar três caipirinhas´. Mas realmente valeu muito a pena ter vindo. Fiquei muito surpreso com toda essa estrutura e esse evento foi o ponto alto do meu fim de semana!”, falou o publicitário. “Adorei a massagem da tenda da Medley, a organização, está tudo de parabéns. Não imaginei que encontraria aqui uma legião de pessoas que acordam com o mesmo objetivo. É bastante motivador”, completou.

Para Maíra, o ponto alto da prova foi o percurso diferenciado. “Gostei muito porque passa pelo centro da cidade. É diferente poder contemplar a arquitetura, que estamos acostumados a ver no trânsito, com mais detalhes”, opinou a corredora que sentiu mais dificuldade no trecho do Elevado Costa e Silva.

O trajeto pelo Centro de São Paulo e a organização também agradaram Marcos Rosendo, 38 anos, jornalista. “Gostei muito do local que foi escolhido para a prova. Foi uma oportunidade de muitos conhecerem o Parque da Luz e também de trazer as pessoas de volta para o centro da cidade”, disse o corredor, que pratica o esporte há 20 anos por incentivo do pai. “A entrega de kits e chips estava perfeita, assim como a hidratação. Mas Gostaria de sugerir que organização faça um trabalho com a Prefeitura ou mesmo com alguma ONG para limpar as ruas do centro e tornar a prova mais ainda mais agradável”, opinou.

Atitudes dos campeões
Além de calcular todo o CO2 emitido pela organização do evento e plantar o número de árvores suficiente para neutralizar o impacto ambiental, o objetivo do circuito de colocar em questão assuntos relacionados à preservação foi cumprido.

Todos os corredores puderam retirar mudas de quatro espécies (ipê amarelo, guanandi, sibipiruna e arueira pimenteira) distribuídas pela Carbovita. De acordo com estimativa do presidente da entidade, Caio Tarantino, foram cerca de 2.000 mudas distribuídas.

Além disso, muitos dos corredores frisaram a preocupação com a questão e contaram como fazem a sua parte. Confira algumas das atitudes dos campeões da preservação:

“Eu economizo muita água e também energia elétrica. Uso aquecimento à gás e a água do banho reutilizo para molhar as plantas. Além disso, reciclo papel, óleo de cozinha e quero montar um projeto para mudar toda a parte hidráulica da minha casa e fazer um sistema de captação da água da chuva. Iniciativas como a dessa corrida sempre são válidas. Se, de todas as pessoas que estão aqui, três saírem mais conscientes com certeza já terá valido a pena”, Marcos Rosendo, 38 anos, jornalista, correu os 10 km.

“A iniciativa da prova de incentivar a preservação do meio ambiente é muito legal. Em casa, nós sempre separamos o lixo para a reciclagem”, Suzana Siqueira, 22 anos, publicitária, que correu os 5 km ao lado do marido Antônio Fonseca, 38 anos, engenheiro.

“Costumo fazer economia de água limpando o quintal com a vassoura e não com a mangueira. Gosto muito de plantas também, tenho muitas em casa. A minha garagem parece uma floresta! O trevo que eu ganhei aqui no ano passado está lindo em casa”, Bia Nascimento, bicampeã da prova nos 10 km, com o tempo de 37min11s.

“A New Balance trabalha alguns modelos com um tecido tecnológico feito a partir de reciclagem da garrafa pet. Nossa marca está relacionada ao esporte e à qualidade de vida que têm tudo a ver com meio ambiente”, Tatiana Mutaf, coordenadora de marketing da New Balance.

“Costumo economizar água e prefiro comprar materiais feitos de papel reciclável.”, Jucimara Felix dos Santos, campeã dos 5 km, com o tempo de 17min32s.

“Eu colaboro com o meio ambiente criando plantas em casa. Adoro cuidar do jardim, plantar umas flores. Torna o ambiente mais bonito e eu só ganho tendo a natureza mais perto”, Welington Luciano Messias, campeão dos 5 km, com o tempo de 14min39s.

“Nunca jogo lixo no chão. Eu vou juntando até achar uma lixeira”, Célio Falcão, campeão dos 10 km, com o tempo de 30min48s.

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