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Publicado em 18/01/2009 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

Haile vence Maratona de Dubai, mas sem recorde mundial

Apesar da prova seca do ano passado, ele afirma que esse ano sua performance foi melhor, mesmo sob chuva

1 Sob uma chuva torrencial em Dubai (Emirados Árabes Unidos), o etíope Haile Gebrselassie venceu a Maratona de mesmo nome na manhã desta sexta-feira (16), mas não quebrou seu próprio recorde mundial. Ele marcou 2h05min29, o oitavo mais rápido da história, e faturou 250 mil dólares pela vitória. Entre as mulheres, a vitória ficou com a etíope Bezunesh Bekele (2h24min02).

O dia amanheceu frio para os padrões da região do Golfo e os termômetros registravam 12ºC durante a competição. Haile e seus coelhos começaram a se deparar com a chuva a partir do quinto quilômetro e, mesmo tendo afirmado que o piso úmido prejudica sua performance, ele não parecia ser afetado pelas más condições climáticas.

Com parciais de 2min56 por quilômetro, ele passou a meia em 1h01min45, tempo que estava dentro do seu planejamento para bater um novo recorde mundial. Haile passou 20 segundos mais rápido do que a meia em Berlim quatro meses atrás, ocasião em que quebrou o recorde com 2h03min59.

Mudança – Na passagem do quilômetro 30 tudo parecia correr bem, já que o etíope estava com um minuto e meio de sobra em relação a seu planejamento, mas no momento em que o último coelho saiu, por volta do quilômetro 32 e com o aumento da chuva, as parciais aumentaram. Ele passou a correr a três minutos por quilômetro e estava visivelmente desconfortável com a camisa colada ao corpo.

Mesmo assim, ele ainda venceu a prova com mais de dois minutos de diferença para seu compatriota Edae Chimsa, que ano passado foi o sétimo colocado na prova. Edae marcou 2h07min54, levou 100 mil dólares e foi seguido por outro etíope debutante, Wendimu Tsige (2h08min41), que já atuou como coelho de Haile no passado e faturou em Dubai 50 mil dólares.

O sempre otimista Haile não encarou de forma negativa as adversidades encontradas. “Estou muito satisfeito com a minha performance, foi minha melhor atuação numa condição como essa”. Ele ressalta ainda que o problema não foi a chuva em si, mas a água no asfalto. “Após a metade da prova, no momento em que senti o vento e percebi as nuvens carregadas, sabia que o recorde estava perdido”, lamenta. “Existiu a possibilidade de eu abandonar, este clima é ruim para o músculo ísquiotibial. Este ano aqui foi melhor para mim do que em 2008”, completa sorridente, já que ano passado ele marcou 2h04min53 numa condição de pista seca.

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