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Publicado em 21/08/2010 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

Fabiana Murer é campeã da nobre Diamond League

A saltadora do Clube de Atletismo BM&FBOVESPA venceu o Grand Prix de Zurique, com 4,81 m, e somou 23 pontos para ser a campeã da principal liga da IAAF

Fabiana Murer é a primeira campeã do salto com vara da Diamond League, série nobre de competições da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF). Na final da prova, nesta quinta-feira (19/8), em Zurique, a saltadora do Clube de Atletismo BM&FBOVESPA ultrapassou o sarrafo a 4,81 metros para ficar com a medalha de ouro e o título da competição. A russa Svetlana Feofanova e a alemã Silke Spiegelburg, que entraram na decisão também com chance de vitória, terminaram em segundo e terceiro lugares, com 4,71 m e 4,61 m, respectivamente.

Com o título inédito, Fabiana vem somar-se a um seleto grupo de atletas brasileiros que também venceram o circuito internacional da IAAF. Antes dela, haviam conseguido tal façanha: Zequinha Barbosa (800 m), Robson Caetano (200 m), Claudinei Quirino (200 m) e Maurren Maggi (salto em distância).

A saltadora do Clube de Atletismo BM&FBOVESPA entrou na prova com 15 pontos na classificação geral, com vantagem de cinco pontos sobre Feofanova e de seis sobre Spiegelburg, rivais diretas na disputa do título. Como na final a pontuação é dobrada (8, 4 e 2 pontos), Fabiana poderia ser campeã até com a medalha de prata, sem depender dos resultados das adversárias.

Cinco saltos, todos na primeira tentativa levaram Fabiana ao pódio. A brasileira começou a saltar com o sarrafo a 4,51 m. Saltou 4,61 m. Nesse ponto, restavam na disputa apenas ela e as rivais diretas pelo título: Feofanova e Spiegelburg. A alemã deixou a prova em 4,61 m, enquanto Feofanova não superou os 4,76 m. Fabiana ainda tentou saltar a 4,90 m – sua melhor marca no ano é 4,85 m, do Ibero-Americano de San Fernando, na Espanha, recorde sul-americano -, mas não conseguiu.

“Foram cinco saltos na primeira tentativa. Só para garantir, não gastar muita energia”, brincou. “Antes da competição, eu estava muito nervosa, sabia que tinha de estar entre as primeiras. Consegui fazer tudo de primeira. Foi superbom”, disse Fabiana, por telefone, depois de pegar a premiação – um troféu feito por uma tradicional joalheria suíça, um diamante de 4 quilates e US$ 40 mil. “O troféu é lindo”, comentou. “Nesta prova de Zurique, eu estava na frente, mas quando a Feofanova passou 4,61 m e eu estava saltando por último fiquei nervosa. Sabia que tinha de passar na primeira. Deu tudo certo.”

Fabiana construiu a vantagem ao longo da temporada, mostrando regularidade nas etapas da Diamond League. Conquistou a medalha de ouro em Mônaco (4,80 m), Roma (4,70 m) e Eugene (4,58 m). Foi, ainda, prata em Gateshead (4,66 m) e bronze em Estocolmo (4,51 m). Somou 23 pontos na liga, com ampla vantagem para as adversárias. Svetlana Feofanova terminou com 14 pontos e Silke Spiegelburg, com 11.

“Comecei a temporada sem pensar em ser campeã da Diamond League, mas queria saltar alto com regularidade. Em Mônaco eu comecei a achar que poderia ganhar. Estava na frente, embora eu soubesse que a briga com a Feofanova e a Silke seria bem dura.” Com o título da Diamonde League Fabiana comemora uma temporada excepcional. “Foi um ano ótimo. Ganhei as principais competições que disputei. Faltou saltar um pouco mais alto, mas as competições são difíceis. Depende do clima, se a pista é rápida, das minhas condições no dia…É bem complicado. Mas fiz várioas vezes saltos acima de 4,80 m.” Fabiana espera evoluir ainda mais no ano que vem para o Mundial de Daegu, na Coréia do Sul.

Vibração do técnico Elson Miranda

“Saiu um excelente resultado hoje”, vibrou o técnico Elson Miranda. “A Fabiana passou de primeira em todas as alturas. Ela não vinha de resultados com saltos muito altos, estava sob pressão e a prova foi muito difícil”, prosseguiu. “É duro estar longe do Brasil desde maio. Graças a Deus, deu tudo certo e a Fabiana conquistou esse título.”

Elson contou que Fabiana “passou batida” (não completou o salto) nas três tentativas com o sarrafo a 4,90 m, mas isso não significa que a atleta não seja capaz de ultrapassar a altura. “A vara para saltar 4,90 m é a mais forte, de empunhadura mais alta, que não usamos nos treinos. Mas, em competição, a Fabiana já mostrou que pode superar essa altura.”

Para Elson, o balanço da temporada é “excepcional”. “É um título inédito, fazia tempo que ninguém ganhava algo tão importante para o atletismo brasileiro”, afirmou o treinador. “A Fabiana ganhou a série toda, esteve no pódio em todas as etapas da Diamond League que disputou”, prosseguiu. “Ainda que ela não tenha conseguido 4,90 m, foi um ano em que melhorou sua marca e foi ao pódio em todas os GPs que disputou. Um ano com a medalha de ouro em um Mundial (Mundial Indoor de Doha) e o título da Diamond League é mesmo muito bom.”

Perguntado sobre se a ausência da campeã olímpica e recordista mundial Yelena Isinbayeva do circuito este ano teria favorecido sua atleta, Elson foi categórico: “Quem ganhou esse título foi a Fabiana, não interessa quem estava na temporada.”

Segundo o treinador, Fabiana já está adaptada às 18 passadas que agora dá na corrida – eram 16. “Com isso, ela consegue segurar mais alto na vara, ser mais consistente e saltar acima de 4,80 m. Acho que vamos crescer para o ano que vem”, prosseguiu Elson, afirmando que os intercâmbios com Vitaly Petrov vão continuar.

O GP de Rieti (29/8), na Itália, e a Copa Continental Split (4/9), na Croácia, encerram a campanha de Fabiana na Europa em 2010. Fabiana fechará a temporada no País, em setembro, defendendo o Clube de Atletismo BM&FBOVESPA no Troféu Brasil.

O Clube de Atletismo BM&FBOVESPA tem parceria com o Pão de Açúcar e a Prefeitura de São Caetano e apoio da Nike.

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