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Publicado em 30/03/2009 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

Elas vão de bike

 

E voltam.

Quatro garotas de VIDA SIMPLES contam como é a experiência cotidiana de se deslocar de bicicleta pelas ruas de São Paulo

Bicicleta para mim combina com aventura, com emoção. Lembro o dia em que a magrela virou integrante da família – até minha mãe aprendeu a dar suas pedaladas quando os filhos eufóricos se equilibraram nas bikes pela primeira vez. Em parques e fins de semana no campo lá estava ela, meu instrumento de exploração de territórios menos domesticados, trilhas ríspidas de terra, muita buraqueira, desníveis e paisagens lindas. Um instrumento também para conhecer meu próprio corpo, a sensação boa da batida crescente no peito, músculos atiçados, respiração vigorosa. De modo que falar de bicicleta era o mesmo que falar de esporte, de passeio, de prazer.

Bem, até que… há cerca de três anos, em uma viagem pela Europa, fiquei embasbacada com a quantidade de ciclistas circulando pelas ruas de diversas cidades. Moradores que adotaram as magrelas como meio mais saudável e prazeroso de locomoção. Jovens, senhoras, casais. De tudo um pouco. Fiquei com vontade de usar a bicicleta também como transporte. Claro que São Paulo não tem as dimensões daqueles lugares, nem seu trânsito, muito menos a educação dos seus moradores.

Voltando, experimentei passeios de fim de semana por bairros da cidade que pouco conhecia. Fui perdendo o receio e o ambiente, que era hostil, foi ficando mais aprazível. Até que ir ao trabalho se tornou uma opção mais agradável que o carro. Levo uma mochila com uma muda de roupa, um sapato – e uma câmara de pneu, para o caso de ele furar no meio do caminho (o que já aconteceu duas vezes). Já fiz até um curso de mecânica próprio para bicicleta.

Minha magrela Josefina é uma mountain bike, adaptada para montanha e trilhas de terra. Não é exatamente a bicicleta mais aconselhada para o asfalto, mas no fim das contas deparei na urbe com ruas mais esburacadas que um queijo suíço, muito sobe-e-desce – fora os carros, ônibus e motos para dividir o caminho. Praticamente um ambiente selvagem.

E quer saber? Bicicleta para mim ainda combina com aventura, com emoção. Aventura de descobrir outras paisagens da cidade, de novos ângulos, aprendendo a pedalar com atenção redobrada. E emoção de circular pelas ruas em uma escala menos mecânica e mais humana.

Frequência da casa para o trabalho: 2 vezes por semana
Distância casa-trabalho: 3,2 km
Traje: roupa esportiva, tênis e mochila (com a roupa para o trabalho)
Equipamentos: capacete, pisca-pisca, refletivos, hodômetro, bomba de ar, kit de reparo, cadeado, buzina

Marcia Bindo é editora e só caiu de bicicleta uma vez: num parque.

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