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Publicado em 07/08/2010 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

Bolt é superado por Gay e perde invencibilidade

O jamaicano Usain Bolt, recordista mundial dos 100 e 200 metros rasos, perdeu uma invencibilidade de dois anos após ser derrotado pelo norte-americano Tyson Gay nesta sexta-feira, em Estocolmo, na prova de 100m da 11ª etapa da Liga de Diamante, com a marca de 9s84.

A prova aconteceu na mesma pista onde Bolt havia sido derrotado pela última vez, em 22 de julho de 2008, perdendo a primeira colocação para seu compatriota Asafa Powell por apenas um centésimo de segundo. Desta vez, Gay largou na frente e dominou toda a prova. Longe de sua melhor forma, Bolt chegou em segundo lugar, 13 centésimos de segundo atrás do norte-americano. Powell, que dividia com Bolt a melhor marca do ano (9s82), não competiu por causa de uma lesão nas costas.

Foi a primeira vez que Gay e Bolt se enfrentaram desde o Campeonato Mundial de Atletismo, em 2009. Na ocasião, no Estádio Olímpico de Berlim, o jamaicano estabeleceu o atual recorde mundial da prova, com o tempo de 9s58, enquanto que o americano ficou com a medalha de prata, com o tempo de 9s71, sua melhor marca até então, que depois cairia para 9s69.

Gay já havia sido mais rápido que Bolt nas semifinais da competição. O americano venceu a segunda série semifinal com o tempo de 10s02, após Bolt ter dividido o melhor tempo da primeira semifinal (10s10) com Richard Thompson, de Trinidad e Tobago. Na final, o tempo de reação dos atletas foi fundamental para que o americano pudesse estabelecer vantagem sobre o rival e vencer a prova. Enquanto Bolt demorou 176 milésimos de segundo para sair do bloco de largada após o tiro, o americano demorou apenas 164 milésimos, mostrando-se superior a um adversário que, até recentemente, parecia ser imbatível.

Sobre a derrota, Bolt reconheceu que seus dez primeiros metros foram “horríveis”, o que contribuiu para o resultado final.

– Não tive potência. Nada. As duas largadas abortadas me atrapalharam, mas Tyson estava em melhor forma, mais bem preparado – disse o jamaicano.

Gay, por sua vez, afirmou que “bater Bolt é um prazer”, mesmo reconhecendo que o adversário não estava em sua melhor forma.

– Estou impaciente para derrotá-lo quando estiver 100%. Ele sabe quais são seus limites neste momento, pois seu objetivo era permanecer invicto este ano, não quebrar recordes – declarou o americano.

Foi somente o terceiro duelo entre Bolt e Gay nos 100 metros rasos. Nas outras duas vezes que se enfrentaram, o jamaicano batera o recorde mundial: há dois anos, em Nova York (9s72), e ano passado, na final do Mundial de Berlim (9s58).

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