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Publicado em 04/01/2009 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

Bolt e Phelps fizeram 2008 passar rápido

Na retrospectiva de 2008, o fato do ano como era esperado foi os Jogos Olímpicos de Pequim. As polêmicas sobre a poluição da cidade e a censura imposta pelo governo chinês ficaram para trás e brilharam os atletas. E como passou rápido o ano, poderiam dizer o nadador norte-americano Michel Phelps e velocista jamaicano Usain Bolt. Ou então, a saltadora russa Yelena Isinbayeva, que esteve nas alturas. O ano de 2008 teve sem dúvida esses três fenômenos do esporte como destaques e foi justamente em Pequim que vieram os grandes resultados dos atletas.

Usain Bolt, o velocista jamaicano de 20 anos, venceu os 100 m, 200 m e o revezamento 4×100 m, quebrando os recordes mundiais das três provas. Na prova mais rápida da modalidade, os 100m, fez a marca de 9,69s, quebrando seu próprio recorde que era de 9,72s. Nos 200 metros rasos, bateu o tempo do norte-americano Michael Johnson que era 19,32s ao correr a distância em 19,30s. Ao lado de Asafa Powell, Michael Frater e Nesta Cartero, faturou o revezamento 4×100 m. O tempo de 37,10s foi 30 segundos melhor do que o recorde norte-americano que perdurava há 15 anos.

Aliás, foi no 4X100 m que os Estados Unidos, tradicinais vencedores da prova, protagonizaram os maiores fracassos. Os quartetos norte-americanos tanto no masculino quanto no feminino deixaram o bastão cair durante a passagem e ficaram de fora antes mesmo da final.

Na natação, Michel Phelps cumpriu a meta de oito medalhas de ouro em apenas uma edição dos Jogos Olímpicos, superando o recorde de Mark Spitz conquistado em 1972, nos Jogos de Munique. Phelps soma agora dezesseis medalhas olímpicas nas suas três participações, precisando de mais três para superar a marca da ginasta da ex-União Soviética, Larissa Latynina, com dezoito. Em Pequim, Phelps ainda quebrou sete recordes mundiais (400 m medley, 4×100 m livre, 200 m livre, 200 m borboleta, 4×200 m livre, 200 m medley e 4x100m medley) e um olímpico (100 m borboleta). O nadador entrou para história não apenas das águas, mas do esporte mundial.

Outro nome que ficará marcado é o da bela russa Yelena Isinbayeva. A atleta faturou o olímpico com a marca 5,05 m, altura que representou o seu décimo quinto recorde mundial outdoor na prova, de um total de 24 na carreira. A atleta também é a atual campeã mundial e européia. Desde 2005 Isinbayeva deixou o técnico Ievguêni Trofimov, que a descobriu e, começou a ser treinada por Vitaly Petrov, ex-técnico de Sergei Bubka.

Pelo Brasil os grandes nomes foram dos campeões olímpicos Cesar Cielo e Maurren Maggi. O nadador de 21 anos de Santa Bárbara d’Oeste, Cesar Cielo, foi o primeiro a emocionar o Brasil durante os Jogos Olímpicos de Pequim ao bater a mão na parede da piscina do Cubo Aquático na veloz prova dos 50 m.

Na semifinal, ele havia nadado em 21s34 quebrando o recorde olímpico do russo Alexander Popov conquistado nos Jogos de Barcelona, em 1992. Na decisão, Cielo quebrou o próprio recorde com a marca de 21s30, dois centésimos atrás do recorde mundial (21s28) e se tornou o primeiro brasileiro campeão olímpico na natação. O nadador também ganhou o bronze nos 100 m, atrás apenas do francês Alain Bernard e do australiano Eamon Sullivan.

Já a saltadora Maurren Maggi deu uma volta por cima pessoal e comoveu o público do Estádio Ninho de Pássaro com sua vibração após obter a medalha de ouro no salto em distância com apenas um centímetro a frente da campeã olímpica de Atenas Tatiana Lebedeva, da Rússia. Maurren ficou fora dos Jogos Olímpicos de Atenas depois de ser pega no doping por uso de clostebol, substância presente em um creme cicatrizante, que foi aplicado após uma sessão de depilação definitiva. Logo após a suspensão Maurren chegou a cogitar o fim de sua carreira, mas voltou de forma brilhante em Pequim provando porque é a recordista sul-americana do salto em distância (7,26m).

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