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Publicado em 25/07/2007 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

Técnica da pedalada x eficiência

A eficiência é uma variável utilizada em diversos ramos da ciência, e que indica o quanto um determinado sistema é econômico no uso dos seus recursos energéticos. Quando pensamos em um carro, os considerados mais econômicos serão aqueles que percorrerem uma maior distância utilizando o mínimo de combustível possível. Esta definição pode ser transferida para o corpo humano, principalmente quando este realiza algum movimento, como a pedalada.

No ciclismo, a avaliação da eficiência e da economia de movimento tem sido feita com o objetivo de identificar o quanto da energia produzida é utilizado para realizar a pedalada. As variáveis indicam resultados um pouco diferentes, visto que a economia de movimento mede quantos Watts de potência o ciclista consegue produzir por unidade de energia produzida.

Comparando com um carro, seriam quantos quilômetros o carro consegue realizar utilizando um litro de combustível. A medida de eficiência indica o percentual da energia produzida (em relação ao consumo de oxigênio) que é aproveitada para gerar trabalho (em Joules, unidade de trabalho).

Nesta perspectiva, a relação da melhor técnica de pedalada com a eficiência vem sendo estudada com o objetivo de verificar se a pedalada -redonda- (onde se tenta sempre aplicar força de maneira efetiva) pode ser mais eficiente.

Um estudo da Universidade de Brunel na Inglaterra avaliou a técnica da pedalada e a eficiência de ciclistas utilizando quatro -estratégias- de pedalada, a primeira foi a pedalada preferida de cada um, na segunda estes realizavam a pedalada -redonda-, na terceira estes enfatizaram a puxada do pedal na fase de recuperação, enquanto na quarta estes enfatizaram a aplicação de força para empurrar o pedal para baixo na fase de propulsão. Os autores observaram que a pedalada -redonda- foi melhor em relação ao aproveitamento das forças aplicadas no pedal, comparada às demais, inclusive a pedalada -redonda-.

Em relação à eficiência, os autores observaram que a estratégia técnica preferida pelos ciclistas e aquela em que estes enfatizaram a aplicação de força para empurrar o pedal para baixo na fase de propulsão não foram diferentes entre si. As estratégias de pedalada -redonda- e de puxar o pedal na fase de recuperação foram menos eficientes.

A justificativa dos autores é de que haveria diferença entre as técnicas devido às adaptações do treinamento e o tipo de musculatura utilizada. Nas estratégias de puxar o pedal e de realizar a pedalada -redonda- utilizam-se mais os músculos posteriores da coxa, normalmente mais fracos que os músculos anteriores da coxa.

Duas sugestões são feitas neste sentido: a primeira é de que a melhoria da eficiência em estratégias de pedalada mais técnicas deve ser treinada para que os músculos se adaptem. A segunda, é de que se enfatize o reforço muscular da musculatura posterior da coxa de forma igual ao reforço dos músculos anteriores da coxa durante os treinamentos.

Equipe GEPEC
Rodrigo R Bini
Felipe P Carpes
Mateus Rossato
Fernando Diefenthaeler
O Grupo de Estudo e Pesquisa em Ciclismo da Universidade Federal de Santa Maria – GEPEC – foi criado em 2004 e envolve professores e alunos de graduação e pós-graduação das áreas de Educação Física e Engenharia da UFSM, UFRGS e UFSC. O grupo trabalha com base nos projetos de pesquisa e nas teses desenvolvidas pelos participantes em suas respectivas áreas. O GEPEC disponibiliza subsídios bibliográficos referentes ao ciclismo, além de prestar consultoria para atletas e técnicos, contando com apoio de diversas instituições nacionais e internacionais.

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