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Publicado em 13/10/2007 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

Resistência e Potência: qual o seu ponto forte?

O que é mais fácil para você: pedalar 100 km num ritmo agradável ou andar 1 km no seu limite? É mais fácil aumentar 5 km a cada semana de treino ou diminuir 1 minuto de tempo num trecho de 5 km que você esteja acostumado a fazer num ritmo mais forte?

Resistência: lembramos de horas sobre a bicicleta, estradão de terra ou asfalto, levar comida extra, provas de maratona, subidas de serras longas, etc… um pedal com ritmo moderado, e o objetivo é: ir mais longe!

Potência: lembramos de mais força, aceleração rápida, trilhas com subidas curtos, provas de Cross Country, respiração ofegante, acido láctico nos músculos, sprints, etc… e o objetivo é: ir mais rápido!

Sabemos que nossos músculos são formados por dois tipos de fibras: umas de resistência e outras de potência. Cada pessoa tem um biotipo, uma característica própria, uma genética, e por isso ela pode se destacar como um atleta de resistência ou de força e explosão. Percebemos que os grandes campeões mundiais do ciclismo são atletas de alta resistência que podem suportar horas de esforço e ainda realizar ataques e no final ir para um sprint no pelotão, no mountain bike além destas características temos que acrescentar a técnica nas trilhas e descidas para buscar melhores resultados.

E você, qual a sua característica, o que você faz com maior facilidade, você prefere provas longas ou rápidas, provas técnicas ou só pedalar sem ter que levantar do banco ou variar a velocidade?

Bom, cada atleta tem também seu objetivo, se o seu for performance e resultado então você precisa avaliar estes pontos. Em geral o atleta tende a treinar aquilo que ele já tem como ponto forte. Se ele é bom de trilha e gosta de fazer trilha, ele treina muito na trilha e deixa de treinar na estrada e fica deficiente em alguns pontos como: pedalar sozinho durante a prova, ter mais resistência ou uma cadência mais constante.

Se ele é bom de estrada e resistência e mantém uma cadência por horas, mas deixa de fazer trilhas ou treinos de sprints porque não gosta de se sentir ofegante demais, ou sentir umas dorzinhas a mais nas pernas, com certeza terá deficiência nas trilhas, nas ultrapassagens mais difíceis, e nos sprints.

Mas tudo isso pode ser trabalhado, e primeiro precisamos identificar os pontos fracos e depois trabalhar em cima deles e dedicar tempo para ganhar o que nos falta, seja resistência, técnica ou explosão.

Iron Biker: Resistência e força

Quero dar como exemplo o Iron Biker deste ano, por ser uma prova de etapas e com condições muito variadas. Na Sexta-feira fizemos uma prova de 5,5 km com muitas subidas duras, Descidas rápidas e sprint o tempo todo, e quando pensamos em Iron Biker pensamos em horas pelas estradas e trilhas de Minas Gerais, mas a prova do Desafio Iron Bike 15 anos explorou outras características dos atletas, que foi a força.

No Sábado o ponto forte foi a resistência, 75 km por estradas e trilhas e uma subida de 10 km no final. Tivemos uma prova que foi selecionando aos poucos os atletas, a intensidade foi mais controlada e os músculos iam fadigando aos poucos, sem contar que rolaram alguns ataques durante a prova onde uns ficaram e outros foram.

No Domingo foi uma prova de 58 km num circuito mais rápido que as de trilhas de alta velocidade, e rolou muito ataque na prova. Neste tipo de situação tanto resistência e explosão foram fundamentais para suportar o ritmo da prova. No final, a prova ainda foi decidida o sprint, bem no estilo de uma prova de estrada e foi muito emocionante tanto para o público como para os atletas.

Edivando de Souza Cruz (Equipe Astro/Vzan/Maxxis/Crank Brothers/Integralmédica/Giro/Manitou – Apoios: Sram/SDG/661/Amigosdabike.com.br/PH3/Fisk de Ilhabela/Academia LOA/Atleta de Cristo), que assina esta coluna, é paulista de Ilhabela-SP, onde reside e pratica mountain bike desde 1993. Participou da Olimpíada de Atenas 2004, conquistou medalha de Prata nos Jogos Pan-americanos de Santo Domingos em 2003, Campeão Brasileiro de Cross Country e Maratona e Campeão Pan-americano de Cross Country. Em 2006 foi o melhor brasileiro no ranking internacional e medalha de Prata nos Jogos Sul-americanos realizado na Argentina.

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