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Publicado em 26/09/2013 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

Pedalando em grupo

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As técnicas de pedalar em grupo não são apenas para profissionais. Ciclistas de todos os níveis podem tirar proveito dos benefícios sociais e técnicos advindos de um grupo. Em geral, o grupo se mantém em ritmo lento durante os primeiros quilômetros, com seus integrantes conversando e se socializando. Logo após esta fase, o trabalho duro começa.

Etiqueta

Mesmo havendo uma variação dinâmica de grupo para grupo, seus componentes seguem uma etiqueta que é para segurança de todos.

– O líder é o responsável por alertar o grupo quanto aos perigos à frente, como buracos, cacos de vidro e outros detritos encontrados na estrada.

– Os membros do grupo compartilham as informações, passando-as verbalmente de um em um até o último componente.

– Ao se aproximar de cruzamentos e confluências, o grupo forma uma fila única. O líder encabeça a fila e guia o grupo como um único bloco.

– Ao avistar um semáforo, o líder instrui o grupo a desacelerar e parar ou continuar em frente.

– Ao avistar uma placa “pare”, o líder grita “parou”, para que o grupo desacelere ou pare.

– O grupo atravessa um cruzamento em bloco quando não há carros se aproximando. Se o trânsito estiver intenso, se dispersa em pequenos blocos, atravessando um a um. Se não houver carros vindo em nenhuma direção, o líder grita “vamos” e todos atravessam juntos.

– Nas descidas, o líder mantém o ritmo das pedaladas minimizando as freadas dos outros membros do grupo.

Técnicas de grupo

Pedalar em grupo, seja ele pequeno ou composto por dezenas de ciclistas, exige que todos conduzam suas respectivas bicicletas de forma suave e previsível. Ignorar essa regra pode causar acidentes.

– Agrupe-se. Pedalar em grupo é sempre mais seguro que pedalar sozinho quando se está em meio ao trânsito. Seis ou mais ciclistas são sempre mais visíveis no trânsito que apenas um. Além disso, motoristas tendem a respeitar mais um grupo que um ciclista sozinho. Não importa se o grupo é composto por três ou 75 ciclistas; ao entrarem no trânsito todos devem manter-se agrupados em um único bloco. O uso de um mesmo uniforme de ciclismo por todo o grupo, por chamar mais a atenção visual,  facilita a identificação do grupo no trânsito.

– Evite desvios. Apesar da regra de não fazer a roda dianteira de sua bicicleta ultrapassar a roda traseira da que estiver à frente, isso acontecerá de vez em quando. Se você desviar e tocar as rodas, o ciclista que estiver atrás cairá. Para evitar desvios, passe por cima de pequenos obstáculos que você normalmente evitaria se estivesse sozinho. Objetos maiores, como um carro ou algum detrito, requerem aviso oral e orientação sobre qual direção desviar.

– Seja previsível ao virar. Siga o eixo da curva ao virar. Comece abrindo, feche em seu meio e depois abra de novo.

– Prepare-se nas subidas. Nas subidas, uma gafe comum entre ciclistas é “coicear” a bicicleta que se encontra imediatamente atrás. Isso ocorre quando o ciclista da frente se levanta do selim. Ao levantar-se, seu ritmo automaticamente diminui, fazendo a velocidade diminuir também. A roda dianteira do ciclista que se encontra atrás bate na roda traseira do ciclista que está à frente, causando a queda do primeiro. Entretanto, tudo isso pode ser evitado. Ao avistar uma subida, antes de levantar-se do selim, passe para uma marcha imediatamente superior, compensando assim a cadência mais lenta e evitando que sua bicicleta se mova para trás em relação aos outros ciclistas.

– Forme fila dupla. Se o trânsito estiver relativamente tranquilo e a estrada for larga, os grupos normalmente formam filas duplas. Os líderes arrancam na frente como uma locomotiva, ficando a uma distância de 15 a 10 segundos (ou umas 30 pedaladas) do grupo. Em seguida, se o trânsito permitir, eles saem da formação para o lado esquerdo, fazendo com que uma nova dupla se alinhe do lado direito e assuma como novos líderes.

Os antigos líderes então param de pedalar para propositalmente reduzir a velocidade e se encaixar no meio ou no final da formação, dependendo do tamanho do grupo e de sua dinâmica. Visto de lado, o grupo mais parece uma esteira rolante, com os ciclistas mudando da posição dianteira para a traseira.

Fonte: Lance Armstrong, Chris Carmichael e Peter Joffre Nye – “Lance Armstrong: programa de treinamento”, 2000.

Essas e mais outras dicas estaremos colocando no site, de forma que os treinos de ciclismo fiquem cada vez melhor! Vamos pedalar? Venha conosco!

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