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Publicado em 19/08/2007 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

Musculação: como ela pode ajudar atletas de corrida

Já foi desmistificado cientificamente que o treinamento resistido (a musculação) interfira negativamente na performance de corredores de longa distância. Antigamente, acreditava-se que a musculação prejudicava a velocidade e a mobilidade do corredor, supondo que sua capacidade de flexibilidade e alongamento diminuísse, assim sendo, a biomecânica da sua passada ficaria pior, pois seus músculos estariam mais encurtados, e retardaria o atleta também por aumentar seu volume (corporal) muscular.

Pelo contrario, a musculação só beneficia seu praticante. Durante a execução dos movimentos excêntricos (extensão dos músculos), no treinamento resistido, para se melhorar a capacidade de alongamento e flexibilidade é preciso realizar esta passagem de forma que a articulação esteja totalmente extendida (dentro do seu limite), evitando claro a hiper extensão, da qual esta sim pode ser prejudicial e possibilitar lesões.

Segundo o Doutor Jose Maria Santarém do Instituto Biodelta, um dos maiores especialistas da área da musculação na atualidade, o “aspecto importante é lembrar que os exercícios com pesos apresentam uma fase implícita de alongamento, que é a contração excêntrica, apresentando portanto os mesmos benefícios dos exercícios de alongamento. Músculos treinados com pesos não ficam encurtados e também não ficam hipertônicos”.

Em relação à composição corporal e a velocidade (potência), o aumento do volume muscular (só é possível com o treinamento de musculação) ocorre pela hipertrofia, pelo ganho de massa magra, porém, o percentual de gordura corporal também diminui com o treinamento com pesos, e não só com os exercícios aeróbios (por exemplo, a corrida). Santarém afirma também que “o aumento de força induzido pelos exercícios ocorre pela hipertrofia, que aumenta a quantidade de miofibrilas nas fibras musculares, e pelo aprimoramento da coordenação no seu aspecto de recrutamento de unidades motoras. A força aumenta mais e mais rápido do que o volume muscular, evidenciando a importância da coordenação neuromuscular para essa qualidade de aptidão”.

Potência – Essa qualidade de aptidão é uma associação de força com velocidade. Sendo a velocidade basicamente uma característica genética, com pouca influência no treinamento, o aumento da potência acompanha o da força muscular.

Então se o treinamento resistido aumenta o volume muscular, diminui o percentual de gordura corporal, melhora a coordenação neuro muscular, a flexibilidade e aumenta a força e proporcionalmente a potência, ele não só trás benefícios aos corredores, mas também a todos os seus praticantes.

O corredor que se utiliza desse método de treinamento fica mais magro, mais forte, mais hábil, mais flexível e mais rápido, conseqüentemente melhora sua performance. Sem falar ainda de uma das principais capacidades físicas exigidas do corredor de longa distância que é a resistência. Esta também pode ser desenvolvida através da musculação, com execuções mais lentas e mais repetições de movimentos, utilizando cargas de baixa intensidade.

Hoje praticamente todos os corredores, e a maioria dos atletas desportivos, fazem na periodização (divisão planejada em períodos) do seu treinamento, o trabalho complementar com sobrecargas de pesos para melhorar suas capacidades físicas, logo melhorar sua performance, a manutenção do sistema músculo-esquelético e também auxiliar na prevenção de lesões, o que e vital para o atleta seguir na sua carreira esportiva com melhor qualidade de vida e saúde.

Fabio Bernardo, que assina esta coluna, é Personal Trainer, Técnico de Educação Física da SEME Consultor de Esportes, Saúde, Fitness e Wellness. É Pós-graduado em Fisiologia do Exercício e Treinamento Resistido pela Faculdade de Medicina da USP.

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