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Publicado em 03/08/2007 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

Concentração arterial de lactato no ciclismo

O treinamento de endurance, em níveis de limiar anaeróbico, tem mostrado que tanto o percentual de consumo máximo de oxigênio (VO2máx) quanto o percentual de freqüência cardíaca são bons critérios para a prescrição deste treinamento. Entretanto a utilização do limiar anaeróbico baseado na concentração arterial de lactato (4mmol.L-1) como guia de prescrição de treinamento, vem apresentando ótimos efeitos no desempenho dos ciclistas durante o treinamento de endurance.

Um estudo realizado por TAKAYOSHI et al. (1982), mostrou um melhor desempenho dos atletas, quando treinados em uma taxa de lactato de 4mmol.L-1, pois apresentou um aumento na capacidade oxidativa das mitocôndrias, o que é indispensável para provas de contra-relógio no ciclismo.

A concentração arterial de lactato começa a aumentar assim que o consumo de oxigênio alcança 50 a 60% da capacidade máxima. No treinamento de endurance, a concentração arterial de lactato eleva-se de maneira superficial. O primeiro aumento no nível de lactato (2 mmol/L) coincide com o aumento não linear do volume minuto, com o quociente respiratório e com a produção de dióxido de carbono. Este fato pode ser definido por alguns autores como limiar anaeróbico (KINDERMANN et al., 1979).

Estudos que investigaram a significância da transição aeróbica para determinação da intensidade da carga de trabalho no treinamento de endurance mostraram que este treinamento, quando realizado acima do limiar anaeróbico, pode ser sustentado com o aumento superficial dos níveis de lactato por períodos prolongados.

Isso se justifica devido ao fato de que a concentração arterial de lactato se manteve numa faixa de 4 mmol.L-1. Nessas condições existe uma alta estimulação do metabolismo oxidativo nas células musculares esqueléticas provocando uma pequena utilização dos mecanismos que induzem a produção de lactato (KINDERMANN et al., 1979).

Estas considerações sugerem que o treinamento de endurance baseado no limiar anaeróbico e na concentração arterial de lactato favorece o melhor desempenho de ciclistas, sobretudo àqueles participantes de provas de contra-relógio.

No entanto, estas observações acerca deste método de treinamento ainda devem ser assumidas como evidências preliminares, pois constituem uma fonte superficial de consulta. Seria interessante dar continuidade a estudos que investigam métodos de treinamento no ciclismo, a fim de se obter resultados mais consistentes para que estes possam servir de referência para atletas e técnicos desta modalidade proporcionando o crescimento deste esporte no nosso país.

Prof. Ms. Guilherme Garcia Holderbaum
Prof. Esp. Mauro Leonardo Parisotto
Guilherme Garcia Holderbaum é Mestre em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e especialista em medicina esportiva e ciência do esporte. É diretor da Postural – Assessoria em Atividade Física, onde desenvolve treinamentos físicos personalisados bem como estratégias motivacionais de integração, socialização e capacitação física dentro e fora das empresas. E-mail: ggarcia@brturbo.com.br. Mauro Leonardo Parisotto é especialista em Musculação e Treino de Força, preparador físico de Mountain Bike – Cross Country e coordenador técnico da Postural – Assessoria em Atividade Física. E-mail: mauro@wwworking.com.br.

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