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Publicado em 15/10/2007 por Zonaalvo Assessoria Esportiva

Até o limite

Treinar pesado é bom, mas cuidado para não chegar ao overtraining e perder a motivação

No início, pedalar com empolgação é natural e necessário para se manter motivado e com a energia em alta. Com o tempo, os resultados aparecem e, muitas vezes, – até inconscientemente – damos o próximo passo rumo à alta intensidade nos treinamentos, forçando a musculatura até o limite. E é aí que mora o perigo: quando não existe uma supervisão profissional que direcione essa diferença nos treinos, podem surgir lesões e sintomas típicos do overtraining.

Caracterizado pela insônia, falta de apetite e irritabilidade, ele surge quando o período que alguém passa treinando é muito maior que o tempo dedicado ao descanso. Dessa maneira, os músculos e o sistema cardíaco não se recuperam a tempo de suportar a exigência da atividade física e “travam”. É aí que os bons resultados desaparecem e os problemas começam.

“Quando um esportista começa a treinar exaustivamente e não percebe melhora nos resultados, há algo errado. Ele se dedica mais, mas o rendimento não melhora”, falou André Pedrinelli, ortopedista, traumatologista e médico do esporte da USP.

No overtraining, a diferença dos ciclistas para os outros atletas está no tipo de lesão por estresse que a atividade pode causar. “Um ciclista de estrada, por exemplo, tem mais chances de se lesionar durante uma competição. Já um de velocidade corre mais riscos nos treinos”, disse o ortopedista.

Tornozelos e pés, nos dois casos, são as áreas mais afetadas: culpa da falta de mobilidade que se tem com o uso dos pedais. Além disso, usar uma bicicleta adaptada de maneira errada aumenta os riscos.

Mesmo com tantos sinais indicativos, diagnosticar o problema não é fácil. “Um ciclista, um triatleta ou um jogador de futebol, por exemplo, terão os mesmos sintomas e responderão da mesma maneira ao overtraining”, explicou o fisioterapeuta e diretor técnico da Phisio Trainer Assessoria, Luiz Philippe Marques da Silva.

André Pedrinelli concorda. “Não existe um diagnóstico específico para identificar o overtraining, mas há sinais precoces que indicam sua existência”, disse. Estes exames avaliam os níveis e taxas hormonais e metabólicas de cada um, que são totalmente variáveis de pessoa para pessoa. E, por isso, não apresentam limites pré-estabelecidos para análises laboratoriais.

Quando diagnosticado, no entanto, o melhor tratamento é o descanso. Fazer uma pausa nos treinamentos é essencial e vai fazer toda a diferença para um retorno rápido. “Não há um tempo estimado para este período de repouso. Ele vai variar de acordo com o rendimento individual e com o nível de stress psicológico e muscular de cada atleta”, finalizou Pedrinelli.

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